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Se Liga nessa gig · Michael Pipoquinha & Pedro Martins

A internet está aí, no mundão, repleta de conteúdo dos mais açucarados. Quando o assunto é arte, diversos acervos estão a um clique de distância, seja no formato de áudio ou vídeo. Quando o assunto é o groove audiovisual, então, o assunto fica até mais interessante.


Hoje em dia você consegue achar um show do Mingus na década de 60 em qualidade plausível. Shows do Miles de 60, 70, 80... Enfim, existem diversos festivais - não só de Jazz - que disponibilizam os sets completos dentro de seus respectivos canais no YouTube.


Um prato cheio para os amantes do som, o volume de material é vasto e foi por isso que surgiu a série "Se liga nessa gig". Nesse ponto focal, vamos discutir sobre alguns dos sets mais cabulosos que estão 100% disponíveis para o seu, o meu, o nosso deboche.


Pra inaugurar a série, escolhemos um show brasileiríssimo. Em duo, groovado sob o palco do conceituadíssimo Festival Choro Jazz. Pressão, não é?! No palco, 2 prodígios: Michael Pipoquinha no baixo de 6 cordas e Pedro Martins, na guitarra, imersos num set hipnótico.



O mais louco de tudo isso é que esse show marcou o primeiro encontro entre os 2. Hoje, eles estão prestes a soltar um disco colaborativo por meio de um edital da Comgás, mas vale lembrar que esse show aconteceu lá em 2017 e desde então muita coisa mudou na carreira de ambos.


Pipoquinha é um dos maiores baixistas de sua geração. Elogiado por mestres como Victor Woonten, o cearense está jogando em casa nesse show e o fino trato no bass impressiona. Segure o queixo pra não cansar o apoio.


Menino Pedrinho tocou com o Clapton no último Crossroads. Já recebeu prêmio da mão de John McLaughlin e colabora com nomes como Daniel Santiago e Kurt Rosenwinkel, por exemplo. São 2 jovens extremamente talentosos com um set extremamente melódico em mãos.


Se eles não falassem, durante o show, que essa era a primeira gig, jamais acreditaria. O entrosamento já estava ali... É arrebatador. Tem muito Brasil aqui, muitos gostos, flertes, nordeste, minas... É a nossa história, entre autorais e tributos, pegando referências no passado e reverberando no futuro.


Essa é pra quem acha que não tem instrumentista bom no Brasil.   


Por Guilherme Espir

Crédito da foto: @Welder Rodrigues


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