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Aminoácido e Muñoz: agora também pra colocar na saladinha

Sabia que esse azeite aí, que está na sua cozinha, pode não ser azeite? É sério, Claudia, pode acreditar, isso aqui não é uma teoria do Olavo de Carvalho. Você acha mesmo que tem azeitona pra todos esses bilhões de meliantes que habitam nosso globo terrestre?

Faça-me o favor, né, minha filha. Esse negócio de óleo, azeite extra virgem, azeite trufado e sei lá mais o que – quando analisados pelo conjunto da obra – formam um dos maiores esquemas da indústria alimentícia.

Será que só porque tem um galo no vidro quer dizer que tá de boa, eu posso confiar? Uma andorinha? Na azeitona eu confio, agora nesse suco Tang que eles dizem ter sido extraído das oliveiras (e eu duvido), realmente não tem como confiar.

Foi pensando nessa fake News antioxidante que duas das bandas mais interessantes do cenário independente nacional se juntaram em prol da essência de oliva. O Aminoácido, combo psicodélico-progressivo-Funkeado (londrinense) se uniu ao duo embebido em riffs da Muñoz e o resultado foi: “O Desastre do Azeite”.


Line Up:

Mauro Fontoura (guitarra)

Samuel Fontoura (bateria)

Thiago Franzim (guitarra)

Lugue Henriques (baixo)

Cristiano Ramos (guitarra)

Douglas Labigalini (bateria)

João Bolognini (percussão)





Track List:

“Azeitona”

“óleo de Oliva”

Jam session (gravada em 2018), mas lançada apenas em julho de 2020 – pela Tapete Voador Records feat. Infrasound Records, esse registro eterniza o improviso e a jam como ato revolucionário para abrir os olhos do mundo frente a indústria dos óleos.


São duas faixas e, no total, mais de 41 minutos de interação totalmente instrumental. É interessante ouvir esse som, pensando no quanto os dois grupos evoluíram desde então.

Em 2020 o Aminoácido vai lançar seu terceiro disco de estúdio, agora em quinteto, mas sem percussão - dessa vez com saxofone - pra dar aquele leve toque (não de azeite, mas de Fusion).

O Muñoz, pelo outro lado, mudou sua cozinha completamente e lançou “Nekomata”, um dos grandes discos de 2019. A dupla de irmãos, Mauro e Samuel Fontoura, virou a chave da psicodelia blueseada e entrou de cabeça no pocket de grooves embebidos em Afrobeat.

O jogo mudou para ambos e é interessante observar essa evolução, enquanto a galera frita.

Esqueçam do azeite, coloque esse disco antes de comer a salada que já era. Tá bão demais.


Por Guiherme Espir

 
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